- A cor do silêncio -
por Dana Norram

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Ele às vezes, e só às vezes, sentia-se mal por não se sentir mal em deixar a mãe sozinha com a irmã. Era quando se lembrava de que era tão mais importante e necessário lá fora, fazendo coisas, descobrindo coisas, ajudando a Grifinória a ganhar a copa das casas e sendo o primeiro do ano de todos os anos.
Não nascera para cuidar da família e Gellert foi o primeiro a lhe dizer isso, em voz alta, após longos minutos em que os dois passaram olhando um para o outro sem trocarem uma só palavra. O fim da segunda semana que passavam juntos.
"Não é a toa que está assim tão infeliz. Você é um paradoxo, meu caro Albus." Gellert havia quebrado o silêncio nascido de uma discussão qualquer e esticara os dedos para tirar os fios de cabelo que caíam sobre o rosto de Albus. "E já sabe disso. Está no lugar errado. Não há nada para você aqui."
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Mas houve. Por dois meses. Os mais curtos da sua vida. E os melhores também, ele não teria coragem de negar, nem décadas depois. Dois meses em que mesmo o silêncio era tão valioso quanto rubis lapidados. Uma paz ingênua que significava apenas o começo de uma nova e tão bem-vinda batalha de palavras.
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Jamais houve um eu gosto de você. Eles simplesmente sabiam. Eram inteligentes demais até para isso. Portanto, não houve surpresa verdadeira para Albus quando Gellert aproveitou-se daqueles instantes em que os dois apenas se olharam sem ter nada de mais a dizer e, segurando seu rosto entre as mãos frias, o beijou com força e cumplicidade.
Mas suas bochechas coraram assim mesmo.
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Gellert também gostava dos cabelos dele. Dizia que eles tinham cor de silêncio. De todos os silêncios do mundo. Daquele que vinha antes das palavras ensaiadas e logo após os gestos impensados.
Um silêncio que sujava as mãos.
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Muito tempo se passou desde o dia em que Ariana morreu e Gellert fugiu e não era culpa de ninguém e de todo mundo ao mesmo tempo. Desde que Aberforth perdeu o que restava da compostura. Quando nem o luto de suas roupas pôde esconder as manchas do sangue que lhe caíram do nariz quebrado.
Embora confessasse a si mesmo, quando pensava no assunto, que a pior parte foi passar aquela noite em claro, os olhos doloridos dos vasos dilatados, esperando por uma palavra amiga de consolo. Que nunca veio.
Nem quando precisou dela. Nem depois, no tarde demais, quando ele quis perdoá-lo e não viu por que fazê-lo.
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Essa fic, como o título do post revela, se chama A cor do Silêncio, que eu encontrei procurando fics com o shipper Dumbledore e Grindelwald e simplesmente acho phoda.
Clica no link da fic pra vc lê-la completa, eh soh uma página e não eh tão maior do que o que postei aki, por isso acho-a tão intensa mesmo sendo tão curta.
E a fanart eh tudo, a mais bonita do casal que jah vi.
2 comentários:
james
phodiiiiissima a narração hein!!
sou revoltado que uma merda de stephanie meyer eh publicada, e algo assim n!!
adooogay!!
abraço
muito bem escrita msm, mas não eh meu shipper...
nada contra obvio, mas não desperta o interesse, sorry
concordo plenamente com Lucas!
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