- Para sempre Cinderela -

Mais um "postizinho" da saga "cenas de filmes" que adoro.
Essa daqui é do filme "Para sempre Cinderela" com Drew Barrymore (Danielle de Barbarac), Anjelica Huston (Baronesa Rodmilla de Ghent) e Dougray Scott (Príncipe Henry), dentre tantos outros que estou sem aquele velho saco para procurar, e a cena especificamente retrata o encontro de Danielle com o Príncipe Henry no castelo do Rei.
Pra situar quem não assitiu ao filme, eh no momento em que ela vai tentar pagar a dívida de um servo conhecido seu e precisa se disfarçar de dama da sociedade para não ser reconhecida, jah que ela também eh praticamente uma "serva" no lugar onde mora. Enquanto ela tenta negociar com um "capacho" do Rei que está carregando os "servos" o Príncipe se aproxima e então eles iniciam uma conversa. Este momento é o que a segunda imagem mostra, de ambos conversando. A primeira foto é só a título ilustrativo mesmo.
O que gosto dessa cena é o diálogo estabelecido entre ambos e os comentário que Danielle faz sobre a visão que o Príncipe tem a respeito de algumas coisas, como no caso, dos "servos".
As frases que estão em itálico são as que mais gosto. Espero que vocês também gostem dessa cena tanto quanto eu.
***

Danielle de Barbarac: Eu desejo advogar em favor deste cavalheiro. Ele é meu serviçal e venho pagar a dívida referente à ele.
Capacho: Você chegou tarde, já pagaram por ele.
Danielle de Barbarac: Eu posso pagar-lhe 20 francos de ouro.
Capacho: Você pode ter a mim por 20 francos de ouro, vamos!
Danielle de Barbarac: Eu ordeno que o liberte imediatamente ou levarei este caso ao Rei.
Capacho: Mas foi o Rei que o vendeu. Ele é agora propriedade do Cartier.
Danielle de Barbarac: Ele não é uma propriedade, seu "saco de lixo" mal criado. Você acha correto amarrar pessoas como se fossem carga? Eu ordeno que o liberte imediatamente!
Capacho: Fora do meu caminho!
Príncipe Henry: Como ousa levantar a voz à uma dama?
Capacho: Vossa Alteza... M-me perdoe, senhor. Eu não quiz ser desrespeitoso. É que... eu sigo ordens. É o meu trabalho conduzir estes ladrões à costa.
Danielle de Barbarac: Um servo não é um ladrão, Vossa Alteza, e aqueles que o são, não têm como evitar.
Príncipe Henry: É mesmo? Muito bem. Pois não, nos obsequie.
Danielle de Barbarac: "Se submete seu povo à ignorância e corrompe suas maneiras desde a infância, e então os pune pelos crimes à que foram expostos na primeira instância, qual é a conclusão à que devemos chegar, senhor, a não ser a de que, primeiro você cria ladrões, e depois os pune?"
Príncipe Henry: Bem, aí está. Libertem-no.
Capacho: Mas, senhor...
Príncipe Henry: Eu disse... libertem-no!
Capacho: Sim, senhor.
(...)
Danielle de Barbarac: Eu lhe agradeço, Vossa Alteza.
Príncipe Henry: Já nos conhecemos?
Danielle de Barbarac: Eu não acredito que sim, Vossa Alteza.
Príncipe Henry: Eu poderia jurar que conhecia cada dama da corte nesta província.
Danielle de Barbarac: Bem... eu estou visitando uma prima.
Príncipe Henry: Quem?
Danielle de Barbarac: Minha prima.
Príncipe Henry: Sim, você já disse. E quem é ela?
Danielle de Barbarac: A única que tenho, senhor.
Príncipe Henry: Você está sendo distante de propósito, ou você simplesmente não quer me dizer o seu nome?
Danielle de Barbarac: Não! E sim.
Príncipe Henry: Então, diga-me o nome de sua prima para que possa visitá-la e perguntar quem você é. Qualquer um que possa citar Thomas More vale o esforço.
Danielle de Barbarac: O Príncipe leu Utopia?
Príncipe Henry: Eu o considero sentimental e tedioso. Devo confessar que os assuntos mundanos me entediam.
Danielle de Barbarac: Eu concluo então, que não se comunica muito com os camponeses.
Príncipe Henry: Claro que não! Naturalmente.
Danielle de Barbarac: Me perdoe, senhor, mas não há nada de natural a respeito. O caráter de uma nação é definido por essa rusticidade, como você diz. Que são as pernas que o locomovem, e merece respeito, e não...
Príncipe Henry: Posso concluir que você me acha arrogante?
Danielle de Barbarac: Bem, você devolveu um homem a sua vida, porém, você prestou alguma atenção aos outros?
Príncipe Henry: Por favor, eu lhe imploro, um nome. Qualquer nome.
Danielle de Barbarac: Eu lamento que o único nome que posso lhe oferecer é Condessa Nicole de Lancret.
Príncipe Henry: Está vendo. Não foi tão difícil assim.
***
Tá ae! Dedicado à Deyse, que gosta dessa cena tanto quanto eu. Beijos
5 comentários:
oooowwww, tava assistindo esse filme um dia desse.
AMOOO esse filme, eh perfeito.
e sem comentarios sobre essa cena, eh muito phoda... sem condiçoes!
Realmente me fascina essa cena. Tão sutil, mas também tão cheia de súplica. Sem comentários. Amei!
"Tão sutil, mas também tão cheia de súplica."?
Depois sou eu quem capricha nos comentários! Hehehe
muito bom esse filme e essa cena eh realmente phoda!
a cara de Nívia essas coisas q ela fala hehehe
essa cena eh muito phoda, o filme td eh, mas essa tem akele Q filosófico....bem a cara de Nívia por sinal hehehe
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