- Eu sou um "tanto" de muito -
Por Jamerson Izaque Widller
Eu sou uma metamorfose ambulante! Não que eu prefira ser, apenas sou.
Eu sou um pouco, assim como muita gente também é, de muitas coisas que passam por mim ou permanecem comigo.
Tenho minhas virtudes, tão raramente exaltadas. Carrego um fardo de defeitos, tão maciçamente questionados.
Tenho meus medos - da morte, da perda, do perigoso, da solidão. De envelhecer! (Ah se eu possuísse um vira-tempo, os meus tão preciosos 20 anos não passariam).
Tenho minhas convicções - Ateu! Morte! Almas! Psicológico!. Tenho minhas incertezas - Amores. Acontecimentos. Arrependimentos. Concepções //
Tenho manias - Não comer de um tudo, lavar as mãos antes de entrar debaixo do chaveiro, ver uma cena várias vezes, adiantar músicas,
Tenho minhas vergonhas: de andar em "fuscas", vergonha de guarda-chuvas, andar comendo algo na rua, responder errado -
Tenho meus erros: "Vridos" "Treta" "Cravícula" "Crepúsculo" "Arcústico" "Beneficiente"
Tenho minhas necessidades (De comidas específicas, cheiros característicos, risadas constantes, de familiares, dos meus amigos)
Tenho meus desejos. Desejos que não necessitam de um gênio da lâmpada para realizá-los, apenas um pouco de esforço.
Talvez você esteja se perguntando, em que ponto pretendo chegar?
É simples!
Gostaria de poder aprender a envelhecer sem medo de viver, aceitando que o mais belo da vida é, mesmo envelhecendo, poder me conservar - não pelo formol - mas pelo amor de tudo e de todos que me rodeiam. Quero estar sempre rodeado dos que amo, dos que apenas gosto ou dos que tolero e que me fazem bem, aprendendo com eles em cada erro e acerto. Quero aprender que ainda na minha velhice, eu posso ser jovem, mesmo com artrite. Que cada uma das características que citei acima fazem parte da minha singularidade na pluralidade das coisas.
Chorar sempre que necessário // Rir sempre que possível // porque isso me faz bem na maioria das vezes.
Quero meus amigos ao meu lado, sempre! Para que eles saibam que até no meu pior, sou melhor com vocês! E que a cada dia eu aprenda a compreender que vocês não estão presos a mim através de correntes, mas de carinho e que constantemente amo as pessoas muito mais do que meu erros fazem transparecer.
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Pessoal, a imagem foi retirada do filme "O Curioso caso de Beijamin Button". Eh uma das cenas mais comoventes do filme. O encontro entre a juventudo e a velhice - ou de velhices diferentes, por isso resolvi postá-la juntamente com esse texto. Espero, sinceramente, que vocês tenham gostado.
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Binne, finalmente um post meu.
Um comentário:
aaaaaaaaaaaaaeeeeeeeeeeeeeee
fom!fom!fom!fom!
q bom q vc finalmente postou um texto escrito por vc.
gosto de ler oq as pessoas produzem, principalmente se forem pessoas proximas a mim.
adorei seu texto. Vi vc durante todo ele, senti vc perto de mim!
poste coisas suas mais vezes, viu?
bjao
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